Pesquisar neste blogue

14/09/2024

Pequeno-almoço

Durante trinta anos não tomei outro pequeno-almoço que não fosse um café. Continua a ser a única bebida que me sabe bem de manhã. Depois de várias tentativas de ganhar juízo ao longo das três décadas, nos últimos anos lá consegui introduzir um iogurte. Levava-o para a empresa e depois de passada uma hora ou mais de lá estar, comia-o. Demorei meses a habituar-me, e ainda assim sentia muitas vezes tomar aquilo como remédio. Nos últimos meses substituí o iogurte por uma banana. Prefiro. Tal como o iogurte às vezes esqueço-me dela. Não há problema nenhum, fica para lanche.


Mas ninguém me tira o café. O ano passado não achei piada nenhuma a estar três meses sem beber café. Já reestabeleci há meses o hábito dos três, quando não quatro, por dia. Ao jantar nem sempre bebo, apesar de não me fazer diferença quanto ao sono. Detesto descafeinado.


Recordo dizer há 20 anos que o café era a minha religião e pensar quais seriam os alimentos e bebidas base que escolheria se me reduzissem o leque das possibilidades. Água, evidente. E café, pão e queijo. Seria capaz de viver assim, só disto. Ah, e açúcar ou substituto para adoçar o café - não tenho paciência para as teses pretensiosas sobre a heresia de adoçar o café. Não seria infeliz com este leque de alimentos.