Pesquisar neste blogue

30/06/2024

Afroman


Boa semana.

Lá & Cá

20240629_160010.jpg


20240629_162606.jpg


Serei sempre criançola. O entusiasmo pelas coisas simples não desaparecerá até morrer. Sem medo das acusações palermas e pretensiosas de banalidade e parolice. Gozarei o lado bonito da vida sem complexos. Há quem espenéfico(a) só veja arte e beleza no que o apreço julga conferir estatuto social e intelectual e perore acerca de fealdade e vulgaridade sem saber do que está a falar. Enquanto uns(mas) cheios(as) de bazófia tombarão no caixão em bicos de pés, outros(as) tão só gozam a vida até se recostarem na morte.

29/06/2024

Ritz

20240629_180945.jpg


É bom chegar a casa. Foi uma beijoquice pegada.

Quase de regresso

SnifSnif. Malas quase fechadas. Estou deprimida. Melhor: chorona. O que é bom acaba depressa. E logo vêm à mioleira promessas vãs: neste Verão aos fins-de-semana vou fazer praia. Qual quê? Em casa deixo-me levar pelo rame-rame e não encontro duas ou três horas para ir à praia ao Sábado ou Domingo. O costume. Na viragem de Agosto para Setembro lá amealharei mais uns dias de férias. E aí não haverá desculpas.
Snif. Daqui a umas horas a carreira voadora das Baleares leva-me de novo ao Porto. E ao chegar o snif faz-se sorriso de regresso à minha terra querida. E tudo se recompõe.

Curiosidades soltas

20240523_002047 (6).jpg


*


- Há uns dias falaste-me de noções de cartografia. Queria que explicasses sumariamente três delas: topografia, triangulação e declinação.


Comecemos pela topografia.


- É o desenho de um plano terreno com a representação de todos os seus acidentes geográficos.


- Como é feita?


- Depende. No mar é feita através de vários processos, como a declinação magnética de cada um dos pontos geográficos que queremos representar.


Exemplo: o perímetro da ilha da Madeira. Por barco medes cada um dos pontos limítrofes da ilha, medes o seu ponto na bússola, isto é, a longitude por declinação magnética. E medes a latitude através do ângulo da posição do sol. Assim obténs o perímetro, o desenho do contorno na ilha. 


Depois para toda a cartografia interna da ilha usas os processos convencionais da cartografia. A triangulação  por exemplo.


- Explica, sff.


- Subdivides a área em pequenos triângulos e a cartografia final é o somatório de todas essas medições.


- Hoje isto vai ser rápido. Diz-se só a diferença entre Norte geográfico e Norte magnético.


 - O Norte geográfico é ponto onde se encontra o eixo Norte da rotação da Terra. No Pólo Norte, o ponto sobre o qual a Terra gira com correspondente no Pólo Sul.


O Norte magnético é o ponto para o qual a bússola aponta, que não é o Norte geográfico. A essa diferença de ângulo chama-se declinação magnética. E essa declinação consta nos mapas de precisão.


- Hoje ficámos por aqui, mas quero voltar a este tema. Até porque fiquei entusiasmada com aquela explicação do núcleo da Terra, que é uma parte sólida de ferro no meio do magma que constitui a massa interior do planeta, não estar alinhada com o eixo de rotação. Hás-de falar disso.


 


(Conversa com o Nuno na noite de 18 de Junho; um pouco alterada para efeito de publicação no blogue; o cansaço imperou.)

28/06/2024

Gonçalo M. Tavares

20240628_161106.jpg


20240628_161122.jpg


20240628_161136.jpg


20240628_161210.jpg


20240628_161243.jpg


20240628_161314.jpg

Maiorca: álbum e resenha das férias

20240624_094008.jpg


20240624_100410.jpg


20240624_101534.jpg


20240624_103403 (2).jpg


20240624_103843.jpg


20240624_111527.jpg


20240624_124616 (3).jpg


20240624_125229.jpg


20240624_125505.jpg


20240624_152422.jpg


20240625_120650.jpg


20240625_120654.jpg


20240625_124050.jpg


20240625_125834 (1).jpg


20240627_132709.jpg


20240627_174945.jpg


20240627_204240 (1).jpg 20240626_111714.jpg


20240626_112018.jpg


20240626_112648.jpg


20240626_113208.jpg


20240626_115043.jpg


20240627_194838.jpg


20240627_202453.jpgEm suma, de que são feitas estas férias? Sol, calor, humidade, vento. Praia ao fim da manhã, piscina ao fim da tarde. Muita sorna no quarto e na varanda ao som da Kiss fm, uma estação de rádio de música dos anos 80 e 90 até aos dias de hoje, na qual o televisor tem estado sintonizado (creio que ligámos canais de televisão duas ou três vezes por curto espaço de tempo), refeições descomplicadas, os fundamentais cafés expresso.







A interromper o relaxe de veraneante, visitas a duas atracções da ilha: Palma e Catedral, e Grutas. Mais uma vez compreendo como o belo se democratizou e, pesem embora os óbices do turismo em massa, regozijo com a possibilidade de usufruir da Arte e da Natureza na expressão arquitectónica e na interpretação musical em ambiente de belíssima acústica natural.



Noites bem dormidas apesar de estarmos em quarto num corredor pejado de hóspedes muito jovens, quase todos rapazes ingleses. Um pouco de má-língua: muito álcool, vozearia e chinfrim, arranhadelas e bateres em portas alheias constantes dia ou noite e muitas garrafas de água. Desidrata-se muito nesta zona do mundo. 

 

Mais má-língua: na versão feminina dos magotes juvenis circulantes vinga a moda do biquíni preto, com reduzido pareo translúcido negro também. E detalhes igualmente uniformizados nos grupos de meninas que se vê passear na rua: flores presas no pareo ou biquíni negros e correntes de metal dourado a condizer com as alças metálicas das pequenas malas de cerimónia que rematam o traje das jovens veraneantes. Assim produzidas e maquilhadas mesmo a molhar o pé no mar.

 

Para lá dos grupos das modas, o registo é familiar: os habituais casais de meia idade ou seniores, os mais jovens casais a empurrar carrinhos de bebé, crianças a brincar na areia junto ao mar, pré-adolescentes aborrecidos pela obrigação de acompanhar os pais. A gerir o movimento de massas: funcionários dos hotéis ciosos das suas razões e estados de alma, muitos comerciantes comunicativos numa terra limpa e cuidada apesar dos maus hábitos dos turistas. Não pude deixar de reparar nos eficientes serviços públicos de recolha de lixo.






27/06/2024

Matemática alternativa

Breve apontamento

Este post não será comprido. Sumiram-se-me as palavras. E não é que não tenha pensado ao longo do dia no que escrever, mas ao fim da jornada tudo me parecia pouco. Talvez amanhã a massa narrativa fermente e saia qualquer coisa que se veja.


Entretanto deixo aqui um vídeo já com oito anos de alguém que visitou e filmou as Cuevas del Drach. Foi o meu programa da manhã de ontem. Gostei muito da visita e mini concerto e mais não digo. Post cumprido.

 

Espanador

20240522_213606 (7).jpg


Brevemente num blogue perto de si.

26/06/2024

Castigo

Vamos lá à correcção dos erros do dia. Isto é, dos que me lembro.



  • Cem vezes pequeno-almoço e não pequeno almoço.

  • Cem vezes meia-hora e não meia hora.

  • Cem vezes deliciosa e não delíciosa (em blogue alheio).

  • Cem vezes Ah valente e não À valente.

  • Cem vezes ficam quase prontos a guardar de tão limpinhos e não ficam quase prontos a guardar, tão limpinhos ficam.


Havia mais alguns, mas agora já não lembro quais.

Diário

Acordei cedo, descansámos antes e depois do pequeno-almoço, como se sabe uma actividade de exigente e cansativa responsabilidade. À hora proibida fomos para a apetecível praia. À chegada tivemos a discussão da praxe. Ultrapassado o rápido amuo e o primeiro aquecimento da pele ao sol li em voz alta o livrinho a jeito para entabular as nossas divagações. Logo depois fui para o mar. Nadei meia-hora. Com gozo especial pela temperatura tépida da água turquesa. 

 

Enquanto nadava paralela à praia, como aprendi fazem as pessoas mais velhas com juízo, fui observando o que me rodeava apesar de sem óculos ver bastante mal. Entraram na água duas raparigas novas que pareciam muito afoitas enfrentando o mar em linha recta a nadar um pouco até fora de pé. Logo regressaram. E logo entraram na água três rapazes espanhóis a rondar as meninas a distância cautelosa mas curiosa. O mundo ainda é mundo, pensei. Mais ainda depois de passar o fim-de-semana a ver pares e grupos monotemáticos, isto é, unisexo - de tal modo que festejava com o Nuno de cada vez que via um casal tradicional ou dois rapazes e duas raparigas a entrar ou a sair do quarto no hotel. Reparei também num grupo mais jovem de rapazes a jogar dentro de água com uma bola e as macacadas próprias do divertimento. Havia uma mãe e filha adolescente cúmplices. E um casal brasileiro com um filho de dois ou três anos, ele muito negro, ela muito branca, o pequenino muito mulato e receoso das gigantes ondas de vinte centímetros. Para algumas coisas tenho boa memória e sei como estas ondas podem assustar quando somos dez-réis de gente. 

 

Resumindo, o ecossistema dentro de mar era generoso e respirava harmonia. Foi com a melodia das vozes deste conjunto de banhistas mais próximo, o ambiente sonoro dos estendidos na areia e o arrolhar do mar  que nadei e boiei. De quando a quando levantava a cabeça para tentar com dificuldade localizar o Nuno e as nossas toalhas. Quando dei por mim a corrente já me havia afastado um pedaço. Mas estava a ficar bem-disposta e lá me afastei um pouquinho para fora de pé. Portei-me bem e não abusei, regressando logo. Ao voltar ao nosso poiso na areia dei com o Nuno a pé a dobrar a toalha e a pegar nos pertences. Cismado com uma suposta subida do nível da água. Descansei-o, reparei que ele já estava vermelhusco e deitei-me também a gratinar. Uma vez no ponto recolhemos ao hotel, comigo ainda a fazer olhinhos ao mar, como quem promete voltar amanhã para os seus braços. Delícia.

 

Depois da sandwich comida na varanda e do chuveiro, descansámos hora e meia destas vidas extenuantes e seguimos para a piscina. Entrei directa na água e fui nadando a serpentear os muitos grupos de convívio balnear. Foi como fazer slalom dentro de água. Um bocadinho menos estiloso do que descrição possa fazer parecer. Sequei-me na espreguiçadeira cuja cabeceira roçava um arbusto de flores rosa arroxeado forte, muito comum nos ajardinados das ruas de Maiorca. Seguiu-se mais um chuveiro antes do jantar.


20240625_194709.jpg



20240625_201333.jpg


E para que não restem dúvidas que este blogue já chegou ao grau zero da falta de vergonha até exibo os pratos cheios do jantar no hotel. Que parolice, céus: sair do país para um destino pimba e comer favas guisadas e gelatina de sobremesa. É o cúmulo. Por isso me diverte.


25/06/2024

Eis a manha na ciência

20240625_124450.jpg


Entretanto porque as preocupações andam sempre junto ao umbigo, volto a reparar como leio melhor sem óculos do que eles apesar da miopia galopante.


Daqui a nada vou até ali medir o mar a braço.


20240625_125834.jpg


Cada vez mais exibicionista. Credo. Porque fará isto? Não terá noção figura que faz? Claro que tenho.

Nunca é demais recordar

Psicopatas vivem entre nós e alguns ocupam lugares de poder.

24/06/2024

Chá & Conversa

20240624_122752.jpg


20240624_094011.jpg


20240624_100417.jpg






Hoje levantámos cedo para seguir até Palma. Passámos pelo Castelo de Bellver com vista magnífica sobre a baía, atravessámos algumas artérias da cidade e eis-nos junto à Catedral La Seu, frente ao Palácio de Almudaina. Com guia andámos a pé pelas ruas em torno dos dois edifícios para sermos postos a par da história do local desde a época romana, passando pelo período muçulmano até à consagração à Virgem Maria da antiga Mesquita e construção de novo edifício por ordem de Jaime I, no século XIII.

 

A Catedral La Seu é belíssima. Imponente na sua arquitectura gótica e na modesta e ignorante opinião desta vulgar turista que vos escreve, o que mais a distingue das outras catedrais góticas europeias é a mágica mão de Gaudí nos seus restauros. Para quem em criança idealizava vidas em dossel, a primeira imagem que ressaltou ao entrar na Catedral foi o baldaquino sobre o altar-mor. Entre outros pormenores como a iluminação e decoração, os candelabros, o ferro forjado faz a diferença. Impossível não reparar também nos inúmeros e belos vitrais. E o mais impressionante deles, a grande roseta central com os 24 triângulos a desenharem a Estrela de David.

 

Visita feita regressámos ao hotel, indo de imediato ao bar para tomar o almejado café expresso em conversa com quem nos serviu, um maiorquino, amante de Viana do Castelo, neto pelo lado materno  de um ponte-limense. Logo depois de descanso de vinte minutos fizemos almoço tardio no nosso amigo Alberto. O simpático jovem dono de um bar junto ao hotel, cuja boa-disposição nos cativou para clientes logo no dia de chegada. Almoçámos uma típica omelete de cogumelos e salada e um mais típico ainda peito de frango com arroz, ambos acompanhados de batata frita. Comidinha fácil própria de férias com uma especialidade: o azeite é produção caseira do Alberto e do irmão que nos meses de Novembro vão para a apanha da azeitona numa quinta na Sierra de Tramuntana. Aliás, duas especialidades: o café é da bem portuguesa marca Barco, de Campo Maior.

 

E, pronto, registo feito. Segue-se piscina.

 

Tintim por tintim. Um desplante, um desajuste. Além de entediante. Eis a vida comezinha, com todos os detalhes sem valor nem o especial toque ou ar de rigor que conferiria o brilho a esta peça. Vida banal, desta feita em férias.


20240624_103403.jpg 


20240624_124616.jpg 


 *


20240624_121812.jpg


20240624_115552 (1).jpg   


20240624_114942 (1).jpg      


20240624_150259.jpg    


20240624_153014.jpg






23/06/2024

Baboseiras

Definição possível de férias: muitas outras coisas fúteis e também disparates e má-língua a dois a propósito de tudo e nada. Um fartote.

E o que se há-de fazer?

Quando no primeiro dia de férias aguentámos uma horinha de chuviscos nas espreguiçadeiras da praia e as colunas de som da piscina repelem até os mais audazes? Enfrentaria com naturalidade as nuvens escuras para nadar, e isso farei mais tarde, mas é difícil suportar ruído de solos de caixa de ritmos a fazer de música.


Lá teremos de improvisar. O que fazer?


(conversa com os meus botões; mera retórica.)


20240623_130935.jpg