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24/06/2024

Chá & Conversa

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Hoje levantámos cedo para seguir até Palma. Passámos pelo Castelo de Bellver com vista magnífica sobre a baía, atravessámos algumas artérias da cidade e eis-nos junto à Catedral La Seu, frente ao Palácio de Almudaina. Com guia andámos a pé pelas ruas em torno dos dois edifícios para sermos postos a par da história do local desde a época romana, passando pelo período muçulmano até à consagração à Virgem Maria da antiga Mesquita e construção de novo edifício por ordem de Jaime I, no século XIII.

 

A Catedral La Seu é belíssima. Imponente na sua arquitectura gótica e na modesta e ignorante opinião desta vulgar turista que vos escreve, o que mais a distingue das outras catedrais góticas europeias é a mágica mão de Gaudí nos seus restauros. Para quem em criança idealizava vidas em dossel, a primeira imagem que ressaltou ao entrar na Catedral foi o baldaquino sobre o altar-mor. Entre outros pormenores como a iluminação e decoração, os candelabros, o ferro forjado faz a diferença. Impossível não reparar também nos inúmeros e belos vitrais. E o mais impressionante deles, a grande roseta central com os 24 triângulos a desenharem a Estrela de David.

 

Visita feita regressámos ao hotel, indo de imediato ao bar para tomar o almejado café expresso em conversa com quem nos serviu, um maiorquino, amante de Viana do Castelo, neto pelo lado materno  de um ponte-limense. Logo depois de descanso de vinte minutos fizemos almoço tardio no nosso amigo Alberto. O simpático jovem dono de um bar junto ao hotel, cuja boa-disposição nos cativou para clientes logo no dia de chegada. Almoçámos uma típica omelete de cogumelos e salada e um mais típico ainda peito de frango com arroz, ambos acompanhados de batata frita. Comidinha fácil própria de férias com uma especialidade: o azeite é produção caseira do Alberto e do irmão que nos meses de Novembro vão para a apanha da azeitona numa quinta na Sierra de Tramuntana. Aliás, duas especialidades: o café é da bem portuguesa marca Barco, de Campo Maior.

 

E, pronto, registo feito. Segue-se piscina.

 

Tintim por tintim. Um desplante, um desajuste. Além de entediante. Eis a vida comezinha, com todos os detalhes sem valor nem o especial toque ou ar de rigor que conferiria o brilho a esta peça. Vida banal, desta feita em férias.


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