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- Há uns dias falaste-me de noções de cartografia. Queria que explicasses sumariamente três delas: topografia, triangulação e declinação.
Comecemos pela topografia.
- É o desenho de um plano terreno com a representação de todos os seus acidentes geográficos.
- Como é feita?
- Depende. No mar é feita através de vários processos, como a declinação magnética de cada um dos pontos geográficos que queremos representar.
Exemplo: o perímetro da ilha da Madeira. Por barco medes cada um dos pontos limítrofes da ilha, medes o seu ponto na bússola, isto é, a longitude por declinação magnética. E medes a latitude através do ângulo da posição do sol. Assim obténs o perímetro, o desenho do contorno na ilha.
Depois para toda a cartografia interna da ilha usas os processos convencionais da cartografia. A triangulação por exemplo.
- Explica, sff.
- Subdivides a área em pequenos triângulos e a cartografia final é o somatório de todas essas medições.
- Hoje isto vai ser rápido. Diz-se só a diferença entre Norte geográfico e Norte magnético.
- O Norte geográfico é ponto onde se encontra o eixo Norte da rotação da Terra. No Pólo Norte, o ponto sobre o qual a Terra gira com correspondente no Pólo Sul.
O Norte magnético é o ponto para o qual a bússola aponta, que não é o Norte geográfico. A essa diferença de ângulo chama-se declinação magnética. E essa declinação consta nos mapas de precisão.
- Hoje ficámos por aqui, mas quero voltar a este tema. Até porque fiquei entusiasmada com aquela explicação do núcleo da Terra, que é uma parte sólida de ferro no meio do magma que constitui a massa interior do planeta, não estar alinhada com o eixo de rotação. Hás-de falar disso.
(Conversa com o Nuno na noite de 18 de Junho; um pouco alterada para efeito de publicação no blogue; o cansaço imperou.)