São estes os principais postais escritos nas Comezinhas nos últimos tempos sobre o PSD.
- Perspectivas desanimadoras, de 6 de Setembro.
- Memória, de 11 de Outubro.
- O comentário político nacional, de 18 de Outubro.
- Rui Rio, de 19 de Outubro.
São estes os principais postais escritos nas Comezinhas nos últimos tempos sobre o PSD.
Hoje é péssimo dia para arranjar tempo, mas não quero deixar de dizer que o Observador e seus apaniguados estão agora a fazer com Rangel o papel que o Diário de Notícias fez há pouco mais de uma década com Passos Coelho: tentar depor a actual liderança nos jornais e redes sociais. Mais do mesmo.
Isto de termos jornalistas e comentadores a fazer de colégio eleitoral para ungir os futuros líderes políticos do país não me oferece a menor confiança. As escolhas de jornalistas e comentadores auto-investidos de poderes que os cidadãos não lhes reconhecem ou não deviam reconhecer são totalmente arbitrárias, baseadas nas amizades e apreciações de gosto, raramente ditadas pela aliança competência/carácter.
A lavagem cerebral na comunicação social - jornais e televisões - e redes sociais prossegue, os portugueses seguem de engodo em engodo guiados pelos ilustres intelectuais da treta.
Destruir e minar com ardil é facílimo, já construir exige trabalho e empenho.
Há muitos anos idealizo uma coligação PSD/PCP - os dois únicos partidos em que votei e prevejo votar no futuro.
Extraterrestre me confesso. I have a dream.
No dia em que tiver tempo para explicar as razões escrevo um postal elencando o que me parece contributo positivo de cada um deles para o país, não deixando de aludir aos erros graves de parte a parte.

Já não chegavam as 352 vozes de intrépidos defensores dos princípios pós-democráticos e denunciadores dos fantasmas fascizantes, e eis que entre eles surge previsível, qual D. Sebastião, o menino em bicos de pés - versão Medina em pêéssedê. Não tardarão a aparecer os aduladores do comentariado a elogiar a coragem e postura. Homem de valores, homem de princípios, dirão. E é assim que a realidade alternativa e sonsa quanto baste subsiste. É assim que se permite não mudar o quer que seja que coloque em causa os perpétuos arranjinhos de interesse. Ah, o bicho papão. Ah, a tragédia da cedência ao populismo. Ah, o morte anunciada do partido. Ah, o fim da civilização. Ah, gente extremista e ingrata que não percebe quão perfeito é o mundo em que vivemos e quão necessário é preservá-lo. Um congresso, já.
Cansativo. Muito cansativo.