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16/07/2025

Informação

O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.

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Boas escritas e leituras. Obrigada.

03/07/2025

Registo

Antes de dormir começámos no ponto em que havíamos terminado na semana passada - na leitura da resolução do problema da longitude, com o cronómetro marítimo. Passámos para a teoria heliocêntrica de Copérnico e de Kepler e a explicação das leis que regem o funcionamento do Sistema Solar. E o heliocentrismo, o telescópio e o método experimental quantitativo de Galileu. Hoje ficámos pela gravidade como força universal que mantém unida a estrutura do universo de Newton e pela teoria geral da gravidade como curvatura espaço-tempo de Einstein: a matéria e a energia deformam a geometria do espaço como um corpo pesado num colchão.

Quantas vezes ao longo da vida fiz leituras acerca destes mesmíssimos temas? Inúmeras. E é sempre a primeira vez. Das duas uma: ou é deficiência nas capacidades cognitivas ou é falta de espaço no disco rígido – falta de memória.

Boa noite.

Bullying

Comportamento agressivo, intencional e repetido que pretende causar dor física ou psicológica. Por exemplo através do esbulho. É muito divertido vê-lo institucionalizado na plataforma online onde se publica. Disfarçado. Dissimulado como é próprio dos pulhas. Imperceptível aos transeuntes. Os protagonistas? Uns corajosos a agir em matilha, não haja dúvida. O poder instalado e desonesto a lucrar com as audiências. Clap, clap, clap. 

Está muito perto

Hesitei em publicar o vídeo do YouTube anterior - música Praying. Razão? É pimba. Logo caí em mim pensando: tolice, não faças figuras tristes caindo na esparrela da pretensão. Se te apetecer pôr a música que te mostraram ontem, põe. Tal como apresentas vídeos de histórias singelas, animações despretensiosas. E só por causa disto veio à cabeça a torrente habitual. Diverte-me ver gente que cresceu de forma desonesta, a vender-se a troco de favores, elogiar a própria seriedade e o próprio preparo intelectual. Estes auto-elogios são de rebolar a rir. Gozo como uma preta (ai, que susto) vendo gente a colar-se ao filet mignon da música, da literatura, do humor ou do quer que seja por ter acedido por mimetismo ao circuito fechado das referências convenientes em cada momento. Reparo como são os mesmos(as) que defendem a coragem com os fracos e a bajulação dos fortes, seja por via da exibição de erudição fajuta, da superioridade do humor rasteiro, do desdém do simples etc. Depois sossego e rio menos. Penso: a prosápia infundada é uma postura de vida muito popular, com legiões de seguidores prontos a imitar os gurus que escarnecem daquilo que consideram ser a inferioridade alheia. Recordo o que cedo me ensinaram. Quão mais perto da boçalidade e da ignorância, mais necessidade de demarcação do simplório, do parolo. E de rir à custa dele, desdenhando e escarnecendo, afinal é um negócio rentável com muita audiência. Lembro do que a minha avó me dizia em pequena, referindo-se a alguém que apreciava por inúmeras qualidades, de quem era amiga e que se negava a usar avental na cozinha: ela não pode pôr avental, ainda está muito perto.

Bom dia.

Kesha

O post aberto ontem

Ontem abriram dois postais "antigos".

The Boy, the Mole, the Fox and the Horse - Look to The Dawn


Boa noite.

02/07/2025

Adrian Borland

O que chegou cá

(corrigido)


O que paira nesta mioleira? As breves leituras de ontem. Os diagnósticos estafados acerca da fragilidade da Europa. Sabido o ascendente norte-americano que resultou da ajuda após a Segunda Guerra Mundial. Devemos estar agradecidos pelo grau de conforto de vida dos cidadãos europeus nos últimos oitenta anos em paz e simpáticos regimes de segurança social? Ou já pagámos a factura com o nosso trabalho e cumplicidade? A construção de políticas e instituições nas quais assentou uma paz de décadas. A viragem dos 80/90, com a queda do muro de Berlim, dissolução da URSS e expansão posterior para leste dos princípios que regem a União Europeia e as democracias liberais. Interrompida em 2022 (em 2014) com a invasão russa da Ucrânia.


A constatação das invectivas que o Presidente dos Estados Unidos provoca até nos mais sóbrios. E as conclusões que não adiantam um (ai o que me ia sair não se imagina) átomo à resolução dos imbróglios transatlânticos. Sim, aquilo em Haia foi mais do que vergonhoso e humilhante. Fez lembrar os vexames a que estão sujeitos trabalhadores dependentes do salário para sobreviver em relações laborais abusivas, das quais muitos parecem ter saudades abstraindo do facto de ainda hoje subsistirem pelo mundo fora e também no nosso país. A Europa não tem meios militares de defesa próprios, é facto. A sugestão parece ser a que cedo se aprende nas relações profissionais hipócritas: dizer a tudo que sim e fazer o possível, mantendo o foco nos próprios interesses. Uma conclusão lida ontem: só o aprofundamento das políticas comuns – o federalismo – em matérias económicas e fiscais permitirá o necessário caminho para uma defesa comum.


Mais leituras? A conclusão pela degradação do Serviço Nacional de Saúde. O estudo e os números da contratação através de prestação de serviços, das horas-extraordinárias e o absentismo. As conclusões que nunca podem vir a público. Os interesses corporativos são um saco sem fundo de despesa (dinheirinho nosso, sim, esse mesmo) impedindo qualquer tentativa de racionalização da gestão dos recursos humanos e materiais. Considerações que valem também para o Ensino.


A imundice da publicidade dos abusos na intimidade exposta nos tribunais e jornais. Tudo quanto devia ser tratado com delicadeza e pudor é feito matéria de enxovalho e audiência. A exploração do obsceno, das misérias e perversidades humanas existe desde que o mundo é mundo. Prevalecerá sempre a atracção pela coscuvilhice da vida alheia e necessidade de satisfação dos instintos animalescos através do voyeurismo informativo e judicial convertido em tema jornalístico, literário, cinematográfico etc. a pretexto de se tratar de abordagem reflexiva da condição humana.


Por fim, ecos leves dos tempos áureos do jazz nos anos 20 ou o futurismo de Amadeo de Souza-Cardoso num qualquer ponto do país. Passaram cem anos e parece ontem, tão perto. O que me passa no pensamento? Como cada um de nós é feito de heranças ínfimas do imenso mundo. Tocado de diferentes modos pelo criado por quem cá passou antes. Cada pequena partícula da memória constrói um ser humano diferente. Como o passado nas diversas manifestações artísticas pode tocar hoje um jovem nascido nos anos 90 em Portalegre, ou um velho nascido nos anos 40 em Coimbra, em fraternidade ou adversidade em função do grau de abertura de espírito e consideração – do grau de educação - de ambas as partes.


Bom dia.

01/07/2025

Jornais

Nos últimos dez anos subscrevi à vez três jornais. Hoje foi dia de assinar o Público. Assinatura que vinha a adiar em benefício de outras publicações. Em casa dos meus avós maternos e paternos comprava-se e lia-se o Comércio do Porto. Pude confirmar a razão de preterirem o Jornal de Notícias. No último ano tive subscrição activa do JN para evitar a overdose opinativa dos demais títulos, mas é fácil concluir que é um jornal com atenção voltada para mexericos. A minha intenção era a melhor, valorizar um jornal da minha cidade, mas não vou voltar a subscrever. A percentagem de assuntos irrelevantes é assustadora. É preciso andar à cata de informação com interesse e abstair da profusão de crime, tricas e futebol. Por diversas vezes o citei aqui no último ano, porém se for criteriosa verifico que as notícias que escolhi limitam-se às veiculadas pelas agências noticiosas. Valeu pela experiência. 


Em miúda, em casa dos meus pais, havia o hábito de comprar o Independente e o Expresso. Mas também o JN ao Domingo, creio que por causa da revista (partilhada com o DN). Era a revista que eu lia aos Domingos, depois de no Sábado ler os dois semanários mencionados. À semana lia pontualmente o Público na biblioteca e no café.


E é ao Público que regresso - em verdade nunca deixei de o consultar ao longo do tempo. Nos últimos anos com a limitação de não ser assinante e por isso não ter acesso a todos os conteúdos. A sensação é de ser a melhor escolha. Ou a menos má. Daqui a um ano logo darei nota se mantenho a opinião, como fiz dos outros jornais subscritos nos últimos anos.


Bom dia.