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03/06/2024

Chá & Conversa

Na semana passada descobri que havia recebido uma notificação das Finanças por divergência na declaração de IRS. Em causa a necessidade de prova da incapacidade de um dos titulares dos rendimentos.


O que dizer? Se a dita declaração é um Certificado Multiusos vitalício por incapacidade definitiva. Mais: já na posse da Autoridade Tributária.


É o caso típico de redundância de tarefas dos serviços públicos portugueses. Conveniente a fazer de conta que se presta um serviço de controlo de veracidade de informações e, claro, a justificar a existência de mais funcionários públicos. Há sempre falta de profissionais para a redundância de tarefas e a ineficiência dos serviços.


Mais. A forma como na notificação é aconselhado o envio do ficheiro/documento pedido (Certificado Multiusos) é mais do que dúbia. Descreve de forma errada os passos a dar para enviar o ficheiro em vez de orientar o utilizador directamente para a página de troca de comunicações online com as Finanças. Nunca os serviços públicos portugueses simplificam e escrevem claro os procedimentos.


É a consequência da anedota do “Estudassem”. Um insulto que o funcionalismo público gosta de dirigir a quem critica o funcionamento dos serviços prestados e os privilégios dos funcionários. "Estudassem" não, "Estupidificassem" devia ser o mote.


É notória a intenção de criar confusão nos utilizadores das páginas dos serviços públicos não definindo de modo claro as regras de acesso aos direitos em prejuízo dos cidadãos pelo menos por de perda de tempo.


Assim se justifica a contratação de mais funcionários e a eterna inépcia dos serviços públicos. E o que mais determina o atraso estrutural do país. Isto vale para as Finanças, como para o Serviço Nacional de Saúde, a Educação ou outros serviços.


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Durante o dia de hoje serão publicados mais dois postais.


Boa semana.