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Passámos as últimas décadas a prever a criação de robôs e replicantes como seres externos. Porém as mudanças de fundo no mundo foram internas, dentro do próprio cérebro humano. As grandes mudanças não advieram só da tecnologia - de criarmos robôs e "replicantes" externos -, mas mais da sede de conhecimento: de nos robotizarmos, de nos replicarmos por dentro - com desnorte de consciência e lógica.