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15/06/2024

Serão

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Felicidade também é isto. Dizer: agora não. Depois de ler em voz alta para ti - para nós - um curto capítulo de um livro no activo, prescindir do seguinte por simplesmente não apetecer e responder-te: não, agora não quero ouvir as tuas músicas. Quero estar sozinha, tão só saborear o café na penumbra, saber que tenho água suficiente perto e o computador para escrever, enquanto a smooth passa as músicas de todo o sempre repetidas à exaustão, mas não há mal nenhum nisso. A luz vem do globo e da cozinha onde a máquina lava a roupa miúda da semana. Sim, a confortável solidão temporária, até que daqui a umas horas enfiarei o nariz no teu escritório a saber se queres ouvir o que escrevi. Dir-me-ás gozão: não, agora não. Estou nas minhas coisas. Mas ouvir-me-ás, paciente, como de costume. Obrigada. É bom ter-te e é bom deixares-me sozinha nas tantas vezes que preciso. E começa a longa noite a que se seguirá a madrugada. O idílio de trazer por casa até que uma revoada de pequeno mau feitio estrague tudo por momentos ou o sono ponha mais um ponto final.


Agora, se me dão licença, vou escrever o resto das banalidades que me vierem à cabeça desaforada. Aproveitem esta noite de fim-de-semana. Volto já.