Não. Não vale a pena insistir. Não vou conseguir minimamente o propósito de me limitar a escrever três dias por semana. Este espartilho está-me a empecer de escrever quando quero. E o normal é querer a toda a hora. Destemperada de dedilhar é o que é. Acabou-se mais esta invenção de clausura. Bem queria ser disciplinada, mas não condiz comigo, que lhe fazer? Devia voltar a praticar a escrita em solidão e guardar, guardar. E devia escrever mais consistente com vista a estruturar uma peça. Bah, devia, devia, devia. Espartilhos. Xô. Vade-retro.
Já tenho três postais à bica. Um curto, os outros extensos, um deles com as diatribes habituais. Até a mim me canso. Tenho estado a trabalhar e a pensar: seca, chatice, os repositórios dos reparos e alfinetadas de sempre. Mas que fazer? São necessários. Já sei que é chover no molhado. Mas o certo é que já no Fora do Baralho há vinte anos tinha o lema: tanto bate até que fura.
Até ver vou fazer assim: mantenho os três dias com rubricas definidas - Chá & Conversa, Espanador (abrirá um dia; haja esperança) e Curiosidades soltas – e escrevo o que me apetecer no resto dos dias. Se fosse daquelas pessoas que esticam os braços, entrelaçam e estalam os dedos, agora calhava bem a imagem. Mas por acaso isso até me faz impressão.
Enfim, é sexta-feira ao fim da tarde e estou bem-disposta. Jesus Cristo morreu assim (abrindo os braços). Essa é que é essa.
Bom fim-de-semana.