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23/06/2024

Breves divagações sobre coragem

Em comentário leve referindo-me a uma ex-colega de trabalho apanhei-me, depois de constatar que era intratável em várias circunstâncias, a admitir que era uma mulher corajosa. Logo fiz uma panorâmica por várias outras mulheres do meu círculo familiar e das relações de amizade ou mero conhecimento concluindo que o destemor é uma virtude muito comum entre as mulheres.


Neste caso estou a chamar coragem à ousadia de enfrentar obstáculos, assumir e não fugir das responsabilidades. Encarar a vida de frente, sem medo de errar. É este o principal medo de quem tende para a cobardia, o que parecendo uma desculpa não deixa de ser verdade.


E refiro uma vez mais a ideia de que ser verdadeiramente corajoso não é não ter medo, mas enfrentá-lo.


Ser destemido implica a assunção do eventual erro. Havendo desconhecimento da falha ou mau resultado não se trata de real coragem, mas em muitos casos de estupidez.


Noutras alturas o ser destemido implica uma certa dose de egoísmo ou falta de consideração pelos outros.


Ou seja, é precisa muita coragem para ser corajoso. Sendo-o não se está a necessariamente a seguir o bem.