Ontem a segunda-feira foi comprida. Sobretudo a tarde teimou em demorar-se até à exasperação como seria de esperar em dia de regresso ao trabalho. Hoje tratei de acelerar o passo e fazer mais para que o mesmo não acontecesse. Mas também não é grande ideia. O tempo passa mais depressa, porém retorna o vício da aceleração que devo combater.
Logo à chegada duas notas positivas. O cumprimento: fez muita falta. E o solucionar de uma questão logística que me obrigaria a uma deslocação a Sintra. Pois não, não é necessário. Trouxeram para o Porto tudo quanto preciso para continuar a trabalhar remotamente. Sinto-me uma Nababa. E o que dizer do cumprimento? As palavras pesam sobretudo se condicentes com os actos. Já não vou a Sintra este mês, como tinha pensado, mas é provável que vá com o Nuno a Almada para que dê um beijo à mãe. Se não em Setembro, no início de Outubro.
Que mais a referir hoje? As loucuras. Hoje ao almoço estava empolgada com a chegada do meu primeiro baralho Tarot - chalupa de todo, pensam os arrumadinhos; chalupa e bruxa, brinco com o que me diverte. A propósito há uns dias instalei a aplicação Google Lens para pesquisar e explicar o que vejo. Ia instalar uma aplicação para identificar árvores e plantas, mas descobri esta mais abrangente e atenta a curiosidade insaciável achei que me serviria. Claro que fico ainda mais “despida” perante o olho e ouvido dos grandes interesses económicos, como de resto os restantes milhões cidadãos do mundo, tanto mais que estes programas deixaram de assentar em bases de dados para alargar ao espectro infinito da Inteligência Artificial. É o que temos e é praticamente impossível esconder-nos dos seus tentáculos, a menos que estejamos dispostos a levar vida de asceta.
Em suma, agora já posso identificar as cartas do Tarot tradicional. Há dias dei uma espreitadela aos métodos de ler as cartas em páginas da “especialidade”, agora é só ir conhecendo os significados de cada uma e habilitar-me a usar o baralho. Mandei vir junto um oráculo (género bruxa básica mesmo) e o resultado foi péssimo. Fiz um punhado de perguntas e as respostas foram peremptórias e desastrosas. Não sei se me deite a afogar perante tamanha tragédia.
Mais? Há pouco estava preocupada com a possibilidade de ter cometido um erro aqui no blogue relativo ao filósofo Edgar Morin. Uma confusão numa obra com Mircea Eliade. Isto a propósito de alguém me contar ter descoberto uma nota de cinquenta euros entre as folhas de uma edição antiga de O Sagrado e o Profano. Fiz a pesquisa no histórico e afinal não errei aqui. Espero que não tenha sido em comentário noutro espaço. Às tantas nem cheguei a escrever. Lá está: preocupo-me com erros; pelos vistos até com os que não cometi.
E passa pouco das dez e meia e estou cheia de sono: acordei às cinco e meia por me ter deitado cedo e não voltei a adormecer. Que se segue agora? Podia ler um dos livros no activo – para abrir horizontes, tornar-me mais adulta, culta, interessante e tolerante, pois claro. Mas não. Vou pegar no baralho do Tarot e voltar ao divertido mundo das trevas e da ignorância. Se me dão licença, vou ser feliz em vez de cultivar o ar de parva presumida.
Ah, só mais uma coisinha. Gosto de árvores, plantas, passear e estiveram a mostrar-me imagens de um Parque de Campismo junto à Serra do Alvão e outro perto de Mirandela. Gostei da ideia, mas são impraticáveis para mim que me locomovo a Uber.
Agora sim, boa noite.
Escrito a 10-09-2024.