Nos Estados Unidos o acesso ao cargo de Procurador-Geral varia entre estados. O candidato pode ser eleito por voto popular ou nomeado pelo Governador/Assembleia Legislativa/Supremo Tribunal. No caso das eleições directas pode ser indicado pelos partidos políticos ou apresentar-se de forma independente.
Antes de ser eleita em 2016 para o Senado dos Estados Unidos pela Califórnia com 61,6% dos votos, Kamala Harris concorreu em 2010 a Procuradora-Geral da Califórnia como candidata pelo Partido Democrata. Na campanha pugnou pela reforma do sistema de justiça criminal e defesa dos direitos civis, ganhando as eleições renhidas por margem mínima com 46% dos votos contra 45,5% (num universo de nove milhões de eleitores) do candidato republicano, Steve Cooley, então Procurador Distrital de Los Angeles, defensor da pena de morte.
Em 2014 foi reeleita por margem confortável com 57,5% dos votos. No mandato acrescentou às suas preocupações políticas habituais com direitos civis, tráfico humano e reforma judicial as questões da segurança cibernética.
Eis um apontamento de somenos importância da carreira política da mulher “pouco preparada” que “nunca foi a votos” ou “nunca ganhou eleições” para os cheios de prosápia jornalistecos ou comentadeiros tugas armados em intelectuais - baboseiras que vendem num país sem o mais pequeno grau de exigência e escrutínio no que se diz e publica. Aliás, no qual é muito fácil a matilhas de arautos dos factos e da liberdade de expressão editar e vender falsa sapiência e mediocridade – em suma, treta retórica.