Há anos ouvi um douto comentador e poeta admirar-se com a franqueza de autora maior portuguesa. Pela singularidade de expor as fragilidades dos seus antepassados. À época como hoje, só estranho a dificuldade em perceber que nada de válido é escrito temendo a verdade, muito menos receando a própria dor ou podridão. O resto é treta para entreter e vender imagem. Deus nos livre dos heróis de trazer por casa.
Muito do que é dito nas Comezinhas soa a preciosismo? A mania? A justificações a mais? Sim, é isso mesmo.
Tal qual é.