Na semana passada deste por ti a pensar nos últimos sete anos. Os primeiros quatro com a Ana Paula em modo caseiro, agora as Comezinhas em público. Se bem que é verdade que a tua memória é uma peste não permitindo fixar a correcção da gramática em cada dúvida que vais tirando à medida que os dias passam, o facto é que aprendeste a escrever inúmeros vocábulos além de regras gramaticais esquecidas. Ninguém confessa isto. Ou melhor, poucas pessoas o admitem. Como já aqui se notou bastante odeias a mania de fazer de conta que se nasce ensinado e o elogio permanente em causa própria (tantas vezes infundado) associado à permanente crítica e desconsideração dos outros. Por isso insistes tanto na necessidade de reconhecer a dúvida e na vantagem da franqueza. Sabes bem que também abusas da crítica, mas tens ao menos o hábito de expor os teus defeitos e fragilidades, procurando não dar imagem falsa do que és, e com isso passas a alvo fácil de possíveis ataques. Não vais mudar por cobardia ou estratégia de auto-promoção. Quem ataca e não demonstra um pingo de capacidade de auto-crítica que o faça.
Vais ao que interessa. Os últimos anos não têm sido em vão. Mesmo que te venhas a cansar e decidas no futuro parar de escrever, já o sabes fazer melhor e estás contente. Isso é o mais importante. O resto são insignificâncias.