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23/08/2021

Orelhas de burro

Assustaste, assustaste, assustaste, assustaste, assustaste, assustaste, assustaste, assustaste, assuntaste, assustaste.


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Não liguem, estou outra vez de giz em punho no quadro de lousa por causa de um erro há alguns postais atrás. O pior é que quando escrevi, reparei no erro, mudei, hesitei e voltei a grafar mal. E como já contei: já li a regra "quinhentas vezes". Há momentos em que faz todo o sentido e escrevo direito, noutros esqueço, perco-me e já não sei nada. Assim sou: não sei escrever sem erros, nem viver sem erros, e tenho a certeza que nunca saberei.