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22/08/2021

Diário

Ontem, dia muito cheio depois de uma madrugada carregada. A falsidade seca-me a alegria.


Cedo foram as arrumações e ao fim da manhã a Betel veio buscar a antiga cómoda que habitou a minha infância. Troquei-a por uma do Ikea, que chegou à tarde. O quarto cheira a novo.


À tarde a sala tornou-se mais viva: a Pipa, prima do Ritz, veio visitá-lo, mas ele qual malcriadão bicho-de-buraco enfiou-se o tempo todo debaixo da cama e não deu cavaco. Ela bem foi lá farejar e ele nada, que sou um gato muito destemido mas é quando enfrento os donos já domesticados à conta das minhas diabruras e gracinhas.


Valeu a conversa.


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Hum, já tenho o jarro para regar as plantas (sim, ele é mais  usado como jarra para colocar flores). Para o efeito que quero foi mal calculado, tinha ideia de o ter visto maior. Foto do Ikea.


 


 


Desde manhã pensei numa série de textos, muito longe dos que publiquei. É um mundo de coisas a dizer, se bem que começo a aperceber-me que a maior parte é vício de dizer tudo, o que não faz sentido. Ou, então, faz todo. É um novo género muito em voga: a escrita incontinente.


E estamos nisto.