Em criança doía-me a alma ver podar as árvores. Gostava daquele desmesurado verde, selvagem e inacessível aos caprichos dos homens. Golpear as árvores parecia-me uma crueldade. Cresci, e vi que entre as árvores dos meus amores a que melhor sobreviveu foi a em tempo esgalhada. Curvo-me perante a sabedoria humana.
Gosto de troncos. Gosto de vento e chuva. Impressionam-me as ventanias, os trovões e as árvores arrancadas pela raiz. Curvo-me perante a sabedoria da natureza.