Ainda sobre os estragos ocorridos pelas actualizações automáticas do Windows, que creio serem gerais e, por isso mesmo, haver muito quem tenha estado com estes constrangimentos no computador nos últimos dois meses, acrescento apenas que falei hoje com o informático da família a quem relatei os passos que segui na semana passada. Estes: aqui, aqui e aqui. Disse-me que é o que se faz e não há muito mais a realizar. Sugeriu que se salvaguardem as aplicações que se querem manter numa pen/disco externo, e alertou para o cuidado que é preciso ter na actualização da BIOS, uma vez que se for interrompida por quebra de energia pode avariar a motherboard (a placa do pc vai ao ar). Tive sorte: ao menino e à atrevida, põe Deus a mão por baixo (não sei se correu muito bem, soou estranho).
Certo é que tenho o computador a funcionar livre das aplicações de sistema impingidas pela Microsoft desde Junho, impossíveis de desinstalar na opção normal acessível através do Painel de Controlo, e que fizeram com que a máquina quase deixasse de funcionar.
Não gosto de desbaratar recursos. Não faço um uso muito exigente dos computadores pelo que nunca esbanjei na compra de aparelhos com características superiores às que preciso. Resumindo, tive sempre os básicos, e chega.
Até hoje possuí quatro computadores pessoais. O primeiro, um velho HP de mesa herdado de um irmão e já com muitos quilómetros. Até 2001 usei-o apenas para fins particulares, a partir dessa altura também para fins profissionais. Em 2003 feneceu com as cabeças do disco atracadas. Disseram-me na altura o arranjo implicaria enviar o disco para os E.U.A e a brincadeira custaria alguns milhares de euros.
Entre 2003 e 2011 tive um portátil de que vergonhosamente não sei a marca. Sei que tinha um processador Intel Celeron e era prateado - estou como aquelas pessoas que me perguntam: qual dos meus carros? O preto ou o prateado? - Morreu com o mesmo drama: pifou o cérebro (cabeças do disco atracadas). Afirmaram na altura que o arranjo já se fazia em Portugal, em Lisboa. Já não custava milhares de euros, mas ainda assim achei que não valia a pena. Perdi música e fotografias. A primeira fácil de recuperar, as segundas não, mas não vale a pena chorar sobre leite derramado.
Entre 2011 e 2018 tive um portátil Toshiba que ainda respira, apesar dos maus tratos físicos que lhe dei. Tem o plástico completamente rachado e aberto junto às dobradiças, e apesar disso não atingiu a entrada da alimentação nem nenhum dos outros componentes, pelo que funciona.
Achando que ia ficar sem ele a qualquer momento, em 2018, comprei o Lenovo que uso hoje. Espero que me dure pelo menos mais cinco anos.
Profissionalmente perdi a conta aos computadores que utilizei. Nunca nenhum morreu às minhas mãos (espero que dizer isto não azare). Mas rato já matei um. E aos teclados como a tinta da letra "a", às vezes, de outros caracteres. Há uns anos entornei um café inteiro com açúcar, andei meses a desprender teclas coladas. E já derreti um "agá" com um morrão de cigarro (fumava um agora, oh se fumava).
Para quê escrever isto? Apeteceu-me, e chega.
P.S. Ah, lembrei-me agora que antes do HP (anos 90), nos anos 80 tive a meias com os meus irmãos um zx spectrum. Quase não conta, para mim serviu, basicamente, para jogar: chuckie egg, match point e snooker. Afinal, foram cinco computadores.