Suponho que escreva como converse e o faça como se fosse morrer amanhã e precise passar testemunho. É inevitável ser chata. O que me faz sentir é o que sou: bem sei, há todo um mundo para lá de mim, que me fica aquém. Poderia tentar não maçar, mas abdicaria de mim e, simplesmente, não sei.
Bem sei que, em princípio, não morrerei amanhã nem o que diga interesse por aí além. Mas ou escrevo e converso como se morresse amanhã, ou serei silêncio de ninguém.