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30/04/2022

Ex-pata

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Há uma noção básica de bom senso que muitos não conseguem perceber ao comentarem a invasão da Ucrânia pela Rússia, habituados que estão ao sensacionalismo e à linguagem de claque do futebol. Condenar com clareza a invasão, os crimes de guerra, o facínora do Putin e a sua clique não implica beatificar os Estados Unidos. Ser cauteloso ou mesmo crítico do papel dos norte-americanos no mundo não é incompatível com tomar posição pelo lado certo. É tão só ser prudente e, em muitos casos, tirar lições da História.


Digo isto bem ciente de também ter feito no passado o papel de pato ou, no caso, de pata, ao entrar no pingue-pongue infantil anti-comunismo versus anti-americanismo, cuja consequência é a eternização do conflito, e com isto não estou obviamente a defender a rendição da Ucrânia.