Soa a coisa um tanto insana, mas é muito vulgar ter um qualquer pensamento que não expresso a ninguém - bem sei que as Comezinhas se revelaram um livro que de tão aberto já parece espalmado - e deparar-me com uma acção de outros em sentido convergente.
Ontem a propósito de estar a ouvir o concerto de Louis Armstrong e de uma das composições interpretadas ser essa, estive um bom bocado a pensar na Ópera dos Três Vinténs de Kurt Weill (apesar de curtinho e aparentemente fácil tenho sempre de verificar como se escreve o nome, tal como me enrolo sempre a dizer Erroll Garner) e hoje ao verificar as visitas do blogue vi que alguém abriu essa mesma entrada na versão de Chico Buarque. Sucede amiúde este tipo de acasos. Imagino que os postais de música sejam abertos por pesquisas aleatórias no Google, o que torna a coincidência ainda mais curiosa. Estas associações aleatórias parecem enganchar (gosto da palavra) naquela ideia meio tonta meio verdadeira de isto andar tudo ligado.