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13/04/2022

Diário

Ao fim de uma interrupção de 27 dias voltarei ao trabalho amanhã. Duas pausas em 5 meses, coisa que não me passaria pela cabeça, tanto que estava a adiar - e vou adiar - a intervenção aos olhos que exige repouso de 8 dias para não abusar das baixas médicas. A vida prega-nos partidas. Mas tudo tem as suas recompensas. Os dias em casa souberam-me tão bem que brinco novamente com a vontade de me reformar (com 19 anos de antecedência). Para dizer a verdade começo a perceber a lógica da necessidade destas semanas de reestabelecimento. Se em mais nova tudo me parecia rápido de resolver e à base de meia bola e força ficava pronta para outra, desta vez senti que precisava mesmo de descansar atento o forte cansaço e fraqueza.


Deste episódio como de outros anteriores fico sempre a pensar na vantagem de viver nos dias presentes no país em que vivo e nas dificuldades e sofrimentos pelos quais as gerações anteriores passavam com maleitas hoje mais simples de tratar. Como sempre ouvi em casa em pequena: é preciso ter sorte com a família e o país que se escolhe para nascer.


Tive tempo para escrever, apesar de não o ter aproveitado em pleno para as tarefas de escrita mais consistentes. Consegui atirar-me com calma a um estudo há muito enguiçado. Recomecei a cozinhar. Dormi para o mundial - como se dizia no tempo do liceu. E tive tempo para conversar com tranquilidade ao vivo e a cores, coisa que muita falta faz nos dias correntes.