Creio que quem me diz que jazz é música que dá sono não conhece a alegria de Dizzy Gillespie - ou de Dave Brubeck, este numa onda mais dissonante. Estou a divertir-me muito desde Sábado a ouvir os grandes o jazz. Estas são as minhas verdadeiras coisinhas boas. Escolhi também Nina Simone pelo desajuste e irreverência, que adoro. Virão mais.
Julgo que já aqui disse mas não faz mal, começo a chegar à idade de poder repetir sempre as mesmas histórias ou ideias: o jazz é o único estilo de música que sinto encaixar e ordenar-me do cérebro. Há alturas em que é terapêutico: parece reconstruir-me os neurónios. Devo-os ter bastante desafinados, dado que aceito com tanta facilidade a instabilidade e estranheza dos acordes como melodias suaves.
Acrescento só com nota final: não percebo nada de música.