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05/05/2023

Que não se repita

Mais umbigo. Mais menoridades. Tudo quanto não se diz quando se vive aparências. E nos pobres de espírito reduz-se ao vaticínio: hás-de ter muitos amigos com esse feitio, hás-de.


Bem sei que diz a voz corrente que é uma fraqueza a preocupação com aquilo que os outros pensam. Ora, não há questão mais falsa. Todos nos preocupamos. A diferença está no grau de dissimulação da dita preocupação.


Esta semana as Comezinhas foram populares - bom, em rigor, um pouquinho populares. Estarei atenta para que não se repita. Já coloquei em recapitulação dois postais de anos anteriores mais chatinhos (alguém, que desconheço quem seja, abriu-os ontem e ajudou a que os recordasse) e estou certa surtirá o efeito desejado: o bocejo.


Ontem passaram-me pela cabeça várias e curtas questões de espírito para colocar à consideração do pouco povoado mas precioso deserto que me atrai e sustenta. A ver se no fim-de-semana recupero essas questões entretanto esquecidas (não tomo notas). Também pensei que mais adiante (talvez daqui a um ou dois anos, gosto de projectos à distância) farei um post totalmente dedicado aos pouquinhos leitores/comentadores, também autores, de forma a que saibam como estou atenta e grata. Nessa entrada tentarei abstrair dos/as oportunistas, em cujas manigâncias finjo não reparar (e tratei bem para que continuassem espalhar-se triunfantes e cheios/as de si), que passam em regra na penumbra e deixam sempre o ar pestilento. Daqui a um ano ou dois irei esforçar-me: será um post pela positiva até por quem está por bem não merecer estas contaminações de má onda.


Para terminar: pouco me dá tanta vaidade como ser lida por poetas. Sejam amigos reais, sejam conhecidos ou desconhecidos.