Há momentos em que te sentes como o bicho da fruta. Quando passas noutros poisos, lês posts e entras pelas palavras adentro, comendo sentidos que encontras ao comentar com atrevimento o que dedos alheios teceram em papel ou pixeis.
Não passas de uma minhoca nas leituras, desde sempre. Nestas e noutras. Nas leituras das palavras e das acções. Do corpóreo e do incorpóreo. Enfias-te curiosa, escarafunchando, mastigando a polpa alheia, como se o mundo fosse todo teu. Como bicho, de fruta em fruta vais crescendo, minhoca. Não te sintas mal, já te chamaram arado da Natureza.