
Razão inicial para fotografar: sapatos sem graxa. Não há graxa azul, só incolor e não resolve. Desvio usual da ideia inicial para o que vem à cabeça. Muita cor. Parolice boa. Liberdade. Ouvindo Tchaikovsky. Fim da sobriedade e sofisticação oca. Mudanças de gosto. O que é hoje não será amanhã, posso voltar a qualquer momento ao preto e bege. Variedade de cores a uso no dia-a-dia. Hoje, cor-de-rosa. Cor odiada por quem me educou. Blusa made in China. Lata. Manifesto exibicionista. Desenhos-animados: Popeye, Pantera Cor-de-Rosa, Beep-beep. Televisão. Westerns. Segunda-Guerra Mundial. Dallas. Uma Cidade Chamada Alice. Era nisto que pensava na habitual caminhada da manhã.
Até iria fazer um post com estes pontos, "só é que" antes de sair de casa tive a peregrina ideia de tomar em jejum medicação que esqueci ontem após o jantar (coisa que se fica a tomar depois de fazer o bypass gástrico, nada de mais). Vai daí a chegada à empresa correu francamente mal. Entre outros sintomas bons que não interessa descrever: suores frios e tonturas fortes. Uma alegria. Nada de que não se recupere até por haver trabalho a fazer. Afinal sempre me gabei de ser portadora de um organismo que recupera e regenera rápida e eficazmente. Não me tem deixado ficar mal. De qualquer modo, a indisposição retirou-me mais uma hora de trabalho de manhã pelo que não há tempo para enlaçar os tópicos do primeiro parágrafo e fazer enredo. Fica assim mesmo. Não deixa de ser mais um tintim por tintim.
Adenda: quatro coisa(s) num texto de 20 linhas é demais, até para mim que sou fã do "coisa". E como o que é demais é exagero, já corrigi.