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24/08/2024

Diário

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Acordei, abri o estore e vi a luz inundar e doirar o quarto. Senti o calor e brilho do sol na roupa da cama e nos pés ao pisar o chão da cozinha. Aproveitei a bênção luminosa, o cheiro a roupa lavada e o paladar do caldo-verde ao almoço. Depois de semanas quase enclausurada, sem as usuais andanças pelos quarteirões circundantes, fui indo e andando sem destino com a conta da água da carteira, não fosse ter que dar justificações. Vi as obras paradas do conjunto de casas da mansarda. Segui na treta boa e no riso do auricular e enquanto a caminhada desenrolava, decidi ir a casa da minha mãe. Já que lá estava, aproveitámos para pegar na tesoura: mãos de filha deram menos três centímetros de cabelo de mãe, mãos de mãe deram menos cinco centímetros de cabelo de filha. Negócio fechadíssimo. Vim radiante para casa, sem metade do mau ar que para lá levava. À chegada a geringonça electrónica anunciou o que há muito não acontecia: percorri os desejáveis 10.000 passos diários. Foi um dia bom.