Na SIC é como jogar o Bingo e a cada bola acertar em cheio no conveniente. A desfaçatez de fazer política e preencher interesses a pretexto de conferir factos. Não há nada como a memória selectiva e a escolha das verdades que interessam. Uma alegria.
Já agora dois reparos a este Canal de Televisão. São extraordinários o apreço e a dedicação dos jornalistas aos comentadores residentes. Ontem foi a vez de Clara de Sousa e Luís Marques Mendes - em quem provavelmente terei de votar no futuro para a Presidência da República face ao nível dos candidatos habituais, apesar de tão promíscuo nos interesses quanto os outros ao menos tem calo e noção do que são razões de Estado. Após um ridículo puxar de galões por Marques Mendes recordando a lisura na escolha de candidatos às autárquicas, ao tempo em que foi presidente do PSD, Clara de Sousa desvaneceu. Hoje foi a vez de Rodrigo Guedes de Carvalho dar uma mãozinha a Pedro Nuno Santos no caso da escolha do novo aeroporto - estou certa que os portugueses desvaneceram com o ímpeto do Ministro que tentou finalmente (sem sucesso, o injustiçado) pôr fim à bandalheira dos estudos e adiamentos nesta matéria. Quem tem uma SIC na mão, tem tudo. Que o digam Marques Mendes e Pedro Nuno Santos.
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Tenho de me deixar destas coisas. Mortinha por ter ideias para voltar a falar de pegas e de outros pássaros, de amor, música, escrita, história, astros, leitura, seja o que for que me tire deste lodo da política que só me faz recordar tempos que acabaram mal. Esta coisa da política revolve-me as vísceras e faz-me dizer e escrever além do que seria conveniente.
Bom, agora vou pegar no telefone e fazer a chamada que devia ter feito no fim-de-semana. Interessa dar prioridade ao que é importante: família e poucos amigos.