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25/11/2023

Diário

A registar: recebida chamada telefónica boa à hora de almoço - apesar do chazito que mereci. Mas é como tudo: quem não rabuja não mama e se estivesse à espera que me respondessem sem cutucar o brio profissional talvez nem me respondessem. Os fios tecidos com ternura e esperança andavam torcidos nas últimas duas semanas e suavizaram hoje num novo impulso. Tudo quanto é importante tem tendência a empenar e só com persistência começa a caminhar. É natural que andamentos de relevo tenham travões e enguiços, quanto mais não seja para conferirem e testarem seriedade e juízo no propósito. No início da próxima semana daremos mais um passito.


Os dias de trabalho correm pacíficos, hoje produtivo apesar de sozinha nas tarefas que costumam ser feitas a meias. No fim do dia tive aquela sensação boa de pôr termo às últimas tarefas de modo sequencial dentro de horários convenientes e o gostinho especial de olhar para o relógio e ver coincidir capicuas e horas certas com finalizações de pequenas empreitadas. Pormenores que dão bem-estar. As idas e vindas a pé, em contraste com as semanas anteriores, têm sido agradáveis à conta do bonito sol que se tem posto. As refeições nem por isso. O corpo esperto manda dizer ao cérebro que me transmita já não tolerar alimentos que antes apreciava – especialmente tudo quanto contenha doce e gordura -, e a mioleira sábia converte a nega do corpo em repulsa. Pena que o automatismo ainda me permita ingerir além da conta e só me aperceba uns minutos mais tarde deste diálogo entre mioleira e aparelho digestivo.


Na noite passada tive sonhos impactantes e cheios de simbolismo, mas não me atrevi a pesquisar interpretações. À cautela é melhor seguir a intuição e o bom senso e limitar-me a lê-los seguindo o juízo, não me deixando sugestionar por significados mais estapafúrdios.


Esta noite, depois de jantar e da saída para libertar a casa de lixo e materiais para reciclar no ecoponto, seguimos para passeio pelas redondezas com paragem no conjunto das novas moradias acabando na conversa de sempre: pois, mas tem muitas escadas e estamos a ir para velhos e nem sequer tem jardim, apenas um pequeno pátio. Eh, é melhor ficarmos onde estamos e quem sabe quando os preços baixarem arranjar o tal mini casinhoto com pequeno jardim.


Já em casa fizemos a lista pormenorizada para o resto das compras de Natal a tratar na saída de amanhã e planos para o fim-de-semana. O Ritz aproveitou mimo duplo como é costume e agora dorme ali no braço do sofá viradinho para mim, para não perder pitada do que se passa.


Em seguida, depois de publicar este diário e antes de me deitar a dormir, vou ouvir a minha bruxa de eleição – faz um ano agora em Novembro que comecei a ver este tipo de vídeos esotéricos no YouTube. Há quem ache uma valente imbecilidade - os tais dos conselhos "se quer ser considerada... patati patatá". A conclusão a que chego é bem mais benévola – apesar de muitos clichés, comuns também na psicologia, aprendi e retirei vantagens deste ano mais “espiritual-alternativo”, ao questionar e ponderar alguns modos de raciocinar, agir e reagir. É certo que é uma busca de pacificação nem sempre conseguida - haja em vista a impulsividade, as atitudes volúveis e o mau-feitio. É natural, o processo dá-se com avanços e recuos como a própria vida, mas há evolução. É o que se quer.