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O NÓ. Nas próximas semanas gostaria de conseguir escrever um postal acerca do NÓ - o estado dos cérebros actuais. A ideia é conseguir explicar (explicar-me a mim em primeira linha) a forma como muitos defendem e dizem o contrário daquilo que sentem e pensam induzidos pelas "causas" e pela ideia errónea de que estão bem informados. Mesmo muitos dos que dizem demarcar-se dos mais fanáticos identitários e dos trogloditas ultra-conservadores estão (estamos?) a fazer papel de patetas inocentes. De um lado aderem às mentiras, às meias-verdades, aos processos de intenção julgando estar a defender os mais fracos, estando a enfiar o mundo na boca do lobo. É um jogo sujo, o pseudo-sábio mundo moderno. Do outro a aparência de conhecimento conduziu ao descalabro. A prosápia não fundamentada - não fundada na busca séria da verdade. A que se deixa fascinar sem critério de honestidade por todas as manifestações do Universo supostamente em louvor da liberdade. A cultura de fachada das elites fajutas e muito destacadas que continua a pontuar impante e orgulhosa de si. O espaço do razoável está cada vez mais reduzido. Tudo quanto nos ilumine, no sentido da sensatez mais básica, é bem-vindo.