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12/11/2023

Kokoroko


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Por aí continuam desenfreados a intrigar e a tentar agredir? Às claras ou de modo dissimulado ou enviesado? A destilar veneno? Desesperados por compreender e fazer de conta compreender o que se passa no país que se dedicaram a enxovalhar e ensandecer? Óptimo, nadem no próprio visco. É todo vosso, outra vez - o país dos supra-sumos. O país espelho dos encartados e inteligentes opinadores - os que a comunicação social e os espaços online, com especial talento e critério para detectar preparação, mérito e seriedade (só pode ser, claro; alguém duvida?), continuam a privilegiar e alçar aos pedestais do bitaite inconsequente, da labreguice, da aparente civilidade e fingida erudição, perdão, da excelência.


De resto, os portugueses - coitados: simples ignorantes -, continuam na sua vida. Pasmados e curvados perante o enésimo caso de corrupção e a vossa imensa sapiência, aquela que só vê a podridão do país se for na tribo adversária. Esperam com paciência ter voto na matéria - vão esperar quatro meses.


Vênia. Vênia e aplausos para a vossa retórica. O palco é todo vosso. Não vos queremos roubar protagonismo nem destaque. Nem melindrar de modo algum. Lá íamos fazer mal a gente tão honesta, tão civilizada, tão preocupada com Portugal - é patente que a vossa preocupação é inteiramente altruísta, não se vislumbra nesga de ganância.


Por aqui a parola ignorante, coitada, ouve boa música. Está um bonito Domingo.