Regozijas com pequenos momentos que parecem niquices e são os que mais contam para vidas com significado. Conseguires expressar o desagrado com atitudes incorrectas, dizendo frontalmente, mas sem a comoção que prejudica a clareza do discurso e o entendimento das tuas razões por quem te ouve e não está habituado a ponderar nelas. Sais da conversa com a sensação boa de que foi dito de parte a parte o que era importante e um elo de toda a vida ficará assim mais sólido apesar das razões de queixa que haja de ambos os lados. Interessa-te preservar o que mais importa. Nestes casos vale o esforço. É isso que distingue as relações válidas das superficiais - das que passam sem deixar memória boa ou má de relevo por mais elogios e aparente e fácil intimidade seja demonstrada.
Sentes satisfação por dar resposta espontânea numa entidade para a qual há muito trabalhas, abdicando do recurso a minutas, tal como te habituaste a fazer sem hesitação noutra entidade para a qual prestas serviços há menos tempo. Porque ainda não tinhas começado a fazer na primeira? Por um misto de preguiça e medo de sair do pré-estabelecido. O que vem fazendo de ti diferente do que és, menos do que és. Por vezes cumprir ou seguir à risca as regras implica pior desempenho, menor competência. Haja consciência das fraquezas.
Terão sido só dois momentos bons, sujeitos a retrocessos? Como tantas vezes acontece. Ou, pelo contrário, vais aprender a de modo consistente pores mais de ti no que dizes e fazes?