Se bem que compreenda o nefasto das facilidades - de como podem conduzir ao apodrecimento das melhores qualidades humanas - e da necessidade de iniciativa, continuo na minha: a lei do mais forte não pode vingar sem intervenção moderadora do Estado – ou instituições supra-estaduais. Por mais que seja certa a promoção da iniciativa privada, em zonas do mundo desabituadas do cumprimento das leis e do respeito pelo outro o efeito é altamente prejudicial ao todo. Nestas zonas do mundo a concretização do capitalismo criará sempre grande assimetria na distribuição da riqueza, que não se pode assacar às capacidades de empreender e de trabalho – à iniciativa -, mas à esperteza e manha.
Como nota, deixo só a minha eterna desconfiança face aos empolgamentos e defesas excitadas de posições, ainda mais por estudiosos que se convencem ter chegado a um veredicto final ou à fórmula mágica do progresso. E gosto particularmente de ouvir excitados a chamar infantis aos analfabetos - é todo um quadro mental de iluminado convencido da sua autoridade.
Mas isto é um bitaite. Leiam e oiçam antes os sábios.
Registo: de facto é bom lê-los e ouvi-los. Das várias teses e incongruências às vezes faz-se não a luz brilhante das fórmulas mágicas, mas caminhos cheios de defeitos - sobretudo se não harmonizados com conclusões válidas de teses antagónicas - e ainda assim possíveis de serem trilhados com algum sucesso.
Adenda. Vem isto a propósito do Contra-corrente do Observador publicado no post anterior.