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16/11/2023

Diário em chorrilho

Dia atarefado. Almocei por cá - junto do local de trabalho - para poder comprar uma lembrança. Amanhã tenho uma féria - tirei o dia. Por isso hoje há-que despachar tudo quanto é preciso. Amanhã percorrerei os caminhos da infância e verei à distância a única tília sobrevivente. Passarei no estradão e deitarei o olhar sobre o meu paraíso - vou dar um beijinho aos que já cá não estão. Ao que parece depois virá o sol para alegrar estes sucessivos dias chuvosos. Bem sei que passei a vida inteira a dizer que as minhas estações favoritas eram o Outono e o Inverno. Todavia no ano passado quase ganhávamos musgo na pele e nos ossos e este ano parece que vamos pelo mesmo caminho. Só me faltava com isto da idade além de começar a gostar de canela, passar a achar piada à Primavera e ao Verão. No fim-de-semana tenciono tratar das compras de Natal, aproveitando o relativo sossego que o sol dá aos corredores dos centros comerciais. Terei de decidir se sempre marco mesa de amigos para Dezembro - às tantas já vou tarde; seria da forma como ficaria resolvida a indecisão. Ficaria apenas pelo almoço em casa com os meus pais e talvez sobrinhos. Hoje tentei aderir a um seguro e para cúmulo ao telefone disseram-me que tratasse da minha vidinha (não nestes termos, é evidente) online. É o cúmulo - as instituições ganham dinheiro e negam-se a prestar serviços e esclarecimentos. Estamos cada vez mais condicionados e sem liberdade de escolha - a viver como uma manada sujeitos ao poder económico e tecnológico.