São quase dez da noite.
Pela fresca, pouco depois das nove, ao descer para o emprego o Nuno ligou-me a avisar do caso de corrupção do dia. Trabalhei serenamente de manhã. O Primeiro-Ministro fez o favor de se demitir à hora de almoço de modo a que pudesse assistir à conferência de imprensa - foi um gesto simpático. Trabalhei de tarde. Às cinco e meia fui à dentista - ao fim de três meses de interrupção no tratamento de alinhamento havia que pôr a conversa em dia. Voltei à empresa para terminar a jornada de trabalho.
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Cheguei a casa, fizemos o jantar e comemos. Descemos e tomámos café no barzito na esquina, de um indiano delicado. Conversámos sobre as lojas que possui no Porto. Andámos um pouco a pé e regressámos a casa.
Neste serão não tenciono ler os jornais nem ouvir ou ler os comentários e debates que noutros momentos da vida não perderia. Sinto-me numa reprise. Como se ligasse o computador e a televisão e começasse a assistir a um filme que já vi duas ou três vezes e adormecesse logo no início quando ainda estão a passar o elenco de actores conhecidos. Um bocejo agradável - é óptimo este ambiente familiar e rotineiro para dormir. Vai ser um bom sono, o de hoje. Bastante cedo.
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Amanhã e nos próximos dias vou muito a tempo de ler e ouvir os resumos das excitações, ocorrências e decorrências, teses e antíteses em eterno inconcluso. Por ora nada disto me comove por aí além (nem daqui aquém, diga-se). Agora a caminha com edredão aconchegante em noite fria, isso sim emociona-me. Tão bom.
Agora são dez e vinte e dois.
Adenda. Juntei as fotografias mais tarde. E o meu Portinho ganhou. Coisinhas boas.