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19/11/2023

Diário

A manhã de ontem começou com a ronha habitual até seguirmos de Uber para o centro comercial onde estivemos uma hora e dez minutos. O tempo máximo que aguentámos a péssima música em exagerados decibéis a ecoar do sistema de som do recinto, associado à zerechia nas lojas e corredores, à vozearia e ao tilintar de loiça da praça da alimentação – chegada essa hora decidimos sair rápido e vir almoçar em zonas mais calmas da cidade. Deixo só nota de pasmo pelos cérebros que conseguem aguentar centros comerciais com frequência sem enlouquecer – é preciso dar provas de grande resistência neurológica.


Pouco mais de uma hora foi suficiente para fazer as típicas compras de Natal de portugueses parolos e remediados: três pijamas (dois de homem, um de senhora), nécessaire de homem, porta-moedas de senhora, camisola. Já longe do centro-comercial, no comércio de rua: par de botas para mim. Só não ponho as fotografias não vão os presenteados passar por cá. Estão tratadas metade das lembranças para Dezembro. No próximo fim-de-semana aviaremos o restante: gravador de voz digital para o Nuno (outro), necéssaire de homem, (outro - podia ter-me lembrado hoje, mas esqueci), livro (este ano reduzido à unidade), três conjuntos de duas garrafas de vinho, dois fios/colares de aço (um com borboletas outro com trevos).


A boa notícia de hoje veio da máquina fotográfica. Antes de enfiá-la na caixa no intuito de a deixarmos na Worten Resolve, testei o botão on/off e por milagre voltou a funcionar na perfeição. Havia guardado a máquina há mais de um ano julgando-a avariada. Em Outubro o Nuno – nos tempos em que via gostava e usava boas máquinas fotográficas - andou em pesquisas na internet, mas gostei pouco de ver os preços. O botão ter voltado a trabalhar veio mesmo a calhar.


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Ao final da tarde tomámos um lanche ajantarado: chá preto, pão de abóbora e noz com queijo e fiambre, bolo-rei e maracujá. Mais tarde comecei a enviar mensagens para apurar disponibilidade de família e amigos (pouquinhos, claro) para me darem alento na entrada na fase decrescente da vida. Creio que será uma noite mais em família do que com amigos – tudo depende dos meus vaipes momentâneos e das circunstâncias. Também já pensei no menu do almoço do dia. E no fim-de-semana seguinte iremos a Almada. Tudo planeado – apesar de tantas vezes sair ao contrário, o que não tem qualquer importância. Essencial é orientar-me e apontar as setas ao futuro – ao que chamo devanear e tantas vezes é tão só organizar a vida.