



As fases na vida impõem gostos diferentes. Na adolescência procurava as tonalidades escuras, depois e durante muitos anos os tons terra marcaram o meu ideal. Numas e noutros procurava sobriedade, discrição, serenidade. Hoje procuro essencialmente cor, quebra, variação, alegria, mesmo que seja num contentamento um nada desarrumado, um quê baralhado. Repele-me o minimalismo, o muito alinhado, muito igual, sem desarmonias. Soa-me busca da perfeição. E esse não é o meu lugar.
Durante anos quase não vesti cor-de-rosa por ter encasquetado tratar-se de cor de mau gosto. Ainda bem que mudei. Há um mundo para lá dos preconceitos.
Hoje dei por mim à cata de cor na casa. Deu quase o mesmo resultado que escrever as Cem razões para viver: alegrou.