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10/07/2022

Diário

Depois da natação e de fazer elevações na pega da peanha da piscina (ando aplicada) hoje dormi o sono dos justos. Bem precisava já que a noite anterior foi passada quase em claro, situação rara nos últimos 15 anos. Deu para pensar na vida. É impressionante o número de memórias e circunstâncias actuais que conseguimos juntar na meia dúzia de horas da madrugada. Já esta última noite foi radicalmente diferente: o cansaço provocado pelo exercício físico fez-me dormir bem e ter sonhos serenos. À primeira vista podem não parecer grande espingarda, mas representam e preconizam coisinhas boas.


Numa das fases do sonho havia uma sala grande onde ia dar o elevador de um prédio torre. Nessa sala estavam quatro pessoas. Um homem mais velho sentado sozinho na mesa junto à janela (poderia ser o meu pai ou não, era indefinido). No meio sofás grandes onde um casal discutia exuberantemente acabando aos beijos e abraços. A cena repetiu-se três ou quatro vezes. Eu permanecia de pé a assistir aquilo. O facto de estar a ver a cena do lado de fora deixa-me sensação de conforto pelo amadurecimento, reforçada pela figura mais velha que simbolizaria a experiência e sabedoria. Acresce que no meio daquilo a minha (relativa) preocupação era trocar a lâmpada do candeeiro já que havia pouca luz. Escolhi entre duas: uma já na minha mão, outra sem qualquer glamour ainda no invólucro de papel e plástico. Atarraxei a lâmpada no casquilho e fez-se luz fraca. Fiquei a pensar (no sonho) se era pouca luminosidade, acabando por concluir que havia a suficiente. Na última fase dos sonhos, saí de um edifício, cruzei-me com um grupo grande de ciganos num terraço, reparei entre eles na cara bonita de uma rapariga nova e pensei que eu estava de cara fechada seguido de: é melhor sorrir senão levam-me a mal. Pelo que sorri sem esforço. Logo a seguir enterrei os pés numa poça de lama. Ao sair uma sabrina ficou presa na poça e o meu pé descalço, especialmente os dedos, coberto de lama. Pensei que tinha que procurar água limpa. Fui a Valinhas procurar o tubo da água da mina do lado de fora da janela da cozinha. Pensei nas flores brinco-de-princesa. Acho que por serem as que conhecia junto do pequeno tanque de água de Valinhas. Já agora (e esta é dedicada à Romi) junto desse tanque havia dois canteiros, que além de brincos-de-princesa tinham jarros, mas isso não pensei no sonho. Ao acordar lembrei-me da morte de Álvaro Cunhal há 17 anos e sei bem porquê, no dia que morreu fiz um post com brincos-de-princesa.


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Levantei-me e passei o resto da manhã a arrumar a casa apesar de amanhã ser dia de dona L. (na semana passada teve férias e a casa ficou medonha - vá, se calhar é mania minha). Esta tarde vamos à Worten comprar o presente de anos do Nuno. Vai sobrar pouco tempo para o tal post sobre actualidade. É possível que não o faça. Prioridades.


A semana (e as próximas) adivinham-se muito preenchidas, já que há colegas em férias e necessidade de fazer trabalho por dois. Por outro lado, compromissos pessoais impõem ritmo acelerado. É a vida, habitua-te.