O Ritz ontem pregou-nos mais uma partida. Sendo dia de mudar as toalhas de banho, que guardo nos gavetões debaixo da cama, havia deixado a gaveta aberta. Uns minutos depois reparei nela e fechei-a sem notar que o gato lá se metera - já tinha feito o mesmo no guarda-fatos noutra altura. Passadas duas horas, entretida com leituras e blogue, estranhei a sua falta. Começamos à procura, e como acontecera da outra vez, o raio do bicho não miou apesar de o chamarmos até com os snacks. Depois de corrermos a casa toda temi o pior. Apesar das únicas janelas entreabertas estarem como sempre no limite para que não possa passar, julguei que tinha caído. Sendo noite não consegui ver para fora. Fui tocar à campainha da vizinha do rés-do-chão. Não estava em casa ou não atendeu. Ao subir no elevador, lembrei-me do gavetão da cama. Lá fui, lá estava ele muito calado para nos sossegar. Historinhas como esta são comuns a tantos que têm gatos em casa.
De noite sonhei que o Ritz se estava a afogar e que o tirava da água em aflição. Aconteceu-me isso em criança com um cão que havia saltado para um tanque de onde não conseguia sair sozinho. Neste caso não é preciso fazer esforço para interpretar o sonho. Gosto do sacana do bicho, caramba.