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27/07/2022

Agenda

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O tempo não tem sido muito, mas há vários apontamentos na cabeça para explanar na melhor oportunidade. Como não anoto em caderninho nem sequer em blocos de notas digitais, senão aqui mesmo em público no blogue, alguns acabam por ser perder. Não deve ser grave. 


Em Outubro do ano passado aqui dei nota dos meus périplos virtuais de comboio. Além de outros destinos andei vários dias perdida nos Andes à conta de um sonho de miúda. Em Dezembro a SIC começou a apresentar no final do Jornal da Noite a óptima série Comboios do Mundo, que logo elogiei. Apesar do interesse não tenho seguido todas as viagens apresentadas na SIC. Mas hoje entrei a bordo do El Chepe, entre as cidades de Chihuahua e Los Mochis, no México. Mais uma vez, vale a pena.


De resto, há ideias soltas no ar, que gostava muito de me lembrar. Contudo chego ao cúmulo de não ter tempo para as apontar, quanto mais de desenvolver. Vão e vêm do pensamento. Quem me dera que o pin voltasse, mas nem por isso.


(10 minutos depois e de uma conversa para activar a memória.)


Quatro temas. Primeiro. A impressão de inconsistência nas grandes afirmações de conquista. Isto é, sempre que se descreve o sucesso como fruto do esforço e grande acerto nas decisões e caminhos tomados há uma margem de legítima desconfiança. A felicidade costuma resultar mais de descobertas do que conquistas e vitórias. Segundo. Recordar a passagem das décadas e a forma como foram sentidas. Um pouco contra-corrente do que vou ouvindo a outros. Os desastrosos 30. A alegre aproximação aos 40. Terceiro. A nova liderança do PSD. Posso estar enganada mas parece ter caído no goto dos fazedores de opinião - o que corresponde ao expectável. Luís Montenegro, a quem achava alguma graça como líder parlamentar, tem aquele condão bem do agrado dos jornalistas e comentadores de nunca espelhar a realidade tal qual é, mas cumprir a check list de lugares-comuns do quadro mental manipulado aceite pelos jornais. Sabe tornear a realidade para satisfazer os media. Isso infelizmente e para mal do país é o que é tido por facto e o que vende. A ver vamos se continua a receber as palmadinhas nas costas da comunicação social. Quarto. Face a mais uma bolada extra paga hoje para as obras do prédio, a realizar (espero) em Setembro próximo, é possível que a ideia de voltar (ao fim de alguns anos) a arejar fora de Portugal fique novamente adiada. Em rigor também não me apetece muito passear por aeroportos congestionados e aguentar vôos atrasados, adiados ou o diabo a quatro. Já agora, quinto. Viagens. Escrever sobre as viagens feitas? Talvez não, cada vez mais me apetece deixar isso para quando tiver 82 anos e puder acender um cigarrinho. Mas pode ser que um dia destes (daqui a meses, anos ou uma década) escreva a propósito, mais sobre sensações do que descrições. Qualquer coisa ligeira e sem pretensões. Afinal, sexto. Hei-de fazer nova entrada sobre cigarros. Esta sim, já havia pensado.