
Ufa. Feito. Agora gozo o direito a meia hora de pura ronha. Eis que dou por mim a congeminar o que escrever. Ah, e tal e coisa, sair do umbigo (nem explico mais, já cansa). Dois temas. O primeiro inspirado numa leitura de alguns dias. Um texto com a imagem dúplice dos sentimentos do alvo de desejo e de quem a ele aspira. A ideia a desenvolver seria o resultado de nos assumirmos nestas duas posições contrapostas. Não só a decorrência da maior amplitude de compreensão e consciência, como a da contraproducente paralisação por excesso de dados/perspectiva. Mais, o perigo de deixarmos de saber ao certo o nosso lugar na narrativa. O segundo sobre a militância na ingenuidade. Um certo conforto em não crescer e fazer disso ponto de honra. A negação do artifício. A explicação da negação da aparência, tantas vezes referida nas Comezinhas, que bem pode ser confundida com argumento simplório e justificativo de auto-indulgência.
Este é o esboço de dois postais futuros. A ver se os oriento (soou-me feia esta expressão, mas fica assim).