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13/04/2024

Pequeno-almoço

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Menu dos últimos dias: café e pedras ao pequeno-almoço. Facadas pelas costas nos últimos repastos e a doçura inocente de quem passa. Enterneço-me com a bondade alheia face à podridão que nos rodeia - e deles como de mim aproveitou. Não é muito grave a ausência de conhecimento atempado da sordidez, afinal os macacos de imitação articulados e os cheios de si que seguram nos dedos encardidos de ironia e cinismo os fios com que julgam condicionar os bonequinhos invejados e desdenhados, estão presos nos ombros hirtos da pose de falsário por cordelinhos manejados lá longe, numa zona de poder real e efectivo na qual proa, imitação, mentira, manipulação, pilhagem, cobardia são alimentados para engorda do ego e satisfação das necessidades urgentes de ganância – massa de que é feita a presunção. Tristes marionetas dos seus próprios vícios e engodos com que deuses ainda crianças brincam no recreio celestial como se entretivessem com soldadinhos de chumbo sem carácter. Os que se têm por grandes catalogadores de personalidade alheia, analistas e manipuladores estão nas mãos destes deuses-crianças caprichosos. Rapidamente os petizes celestiais crescerão e se entediarão das crueldades infantis, começando o duro jogo adulto. E jamais serão leais aos seus antigos brinquedos.