Como já fiz antes, deixo aqui ideias para quem tiver falta de inspiração a escrever. Isto cansa-me tanto que não tenciono desenvolver.
Suponham a hipótese de enredo para conto, novela ou romance. Sem vocação para intriga, sugiro apenas os factos ficcionados.
Sujeita a observação em segredo e a manipulação uma personagem vai compreendendo ao longo da vida o interesse que desperta em gente sem escrúpulos. Deixo ao vosso critério os motivos do interesse. Está só apesar de muitos se considerem na mesma situação – a sensação é geral.
Os seus passos são espiados e as suas palavras e acções registadas e sujeitas a tentativa de manipulação psicológica mal-intencionada. Imaginem ainda que há momentos de maior tensão originados pela culminância de disputa de poder em que a personagem fica quase de mãos atadas nas palavras e acções de tal modo estão minadas por continuada agressão subliminar levando-a a questionar a própria sanidade.
Ao deparar-se com recorrente uso dos seus pensamentos para distorção em prejuízo da verdade chega a questionar de onde virão os ataques em última instância e com que fim, colocando várias hipóteses, algumas das quais rebuscadas pela imaginação - simplificando, aquilo a que os inteligentes chamam teorias da conspiração.
Ora como os tais inteligentes sabem e apreciam a menção: um princípio do método científico determina a lei da concisão - a navalha de Ockam com que se elimina partes desnecessárias do argumento, determinado que ao invés de apostar em várias camadas de suposições devemos seguir a solução mais simples.
Em suma, um telemóvel e um computador sob escuta são apenas resultado do velho tique nacional de espiar a vida alheia no país onde vários milhares de cidadãos são escutados por motivos fúteis pelos amigos de espiões de trazer por casa - adultos que nunca amadureceram a brincar aos walkie-talkies e assim singram no país de brincadeira.
Um tédio só.