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03/04/2024

Diário abreviadíssimo

Ora vamos lá exibir banalidades. Na semana passada avariou o carregador do portátil, esta madrugada o do telemóvel. É sabido que uma avaria nunca vem só. Comecei a manhã na loja da NOS. Seguiu-se dia normal de trabalho, com almoço na Boavista, já que o Nuno saiu com o meu irmão N. em passeio gastronómico à Mealhada. Aproveitei uma vez mais para ir à Bertrand, mas desta vez trouxe qualquer coisa. Já havia comprado há meses a Poesia Grega para oferecer; agora presenteei-me. Já passei os olhos pela Sátira contra as mulheres de Semónides, pela delicadeza amorosa de Mimnermo, pela agudeza do espírito feminino e emotivo de Safo. Assim, passei ao de leve. Não há nada como nos armarmos ao cuco e falarmos do que pouco sabemos - ainda assim continuo a negar-me fazer as referências com todos os formalismos exigidos pelos usos e costumes, não vá ser confundida com mais uma mindinho no ar. Entretanto estou na dúvida de ir já neste fim-de-semana a Almada ou daqui a quinze dias. Neste momento oiço distraída a SIC Notícias; reparo no discurso da ex-Ministra da Habitação e vá-se lá saber porquê imagino o arrepio ao ouvi-la dos demais intervenientes no debate e em casa de alguns cheios de nove horas - os mesmo que acham normalíssimo o histerismo do representante da direita e a vacuidade do incumbido de esquerda no debate a dois que ocorreu minutos antes deste a quatro que agora oiço. Habituem-se.


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