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07/04/2024

Agenda

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Já aqui notei no passado o desencanto com a “ciência” publicada. Isto é, estava habituada a aprender quando lia um artigo com informação vinda do mundo das ciências naturais. Confiava, ao contrário do mundo das ciências sociais no qual a distorção da verdade sempre foi patente. Apesar de fora do meu campo predominante de interesses, pontualmente leio artigos da área das ciências naturais e cada vez fico mais desconfiada. Claro que pode resultar da ignorância, do preconceito e da mania de sabichona prevalecente no tempo moderno, mas não raro acontece começar a ler muito curiosa e interessada artigos com conclusões ditas científicas – têm sempre aspectos novos e por isso cativantes -, e logo começar a torcer o nariz com as “teses” montadas para criar conclusões convenientes, esdrúxulas ou politicamente correctas. Verdadeiros romances. Sei, devia estar caladinha em matérias que não domino, mas é mais forte do que eu: é notória a forma como se parte da tese – senão mesmo da conclusão - para a hipótese e não o inverso como impõe a ciência séria. E isto por mais cativante sejam os estudos apresentados e mais apelativa e lucrativa seja a venda das conclusões no mundo publicado.


Deixo aqui em agenda este tema para um dia com tempo – quem sabe daqui a anos – exemplificar os estudos e conclusões de cientistas muito criativos. Ou quem sabe, sendo crente como sou, haja uma alma caridosa a trabalhar na área das ciências com seriedade e coragem suficientes para escrever acerca do tema de modo desassombrado. Só ficaria grata. Seria um favor que prestaria ao mundo. Afinal neste tempo de fact checks seria importante rastrear as conclusões desses múltiplos investigadores e cientistas criativos, encaminhando-os quem sabe para o mundo das artes, tão desfalcado de imaginação e talento inventivo.