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26/07/2023

Duas notas

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Começo do dia às 8h30 de manhã no parque de estacionamento do Arrábida Shopping às moscas. Razão: deslocação à Loja do Cidadão para pedir a emissão de passaportes.


Às 22h00 no +1 sentada à mesa do computador determinada, mas sem grande vontade, a escrever mais moralidades. Às 22h15 ainda não passou a mais leve ideia, talvez por a mioleira estar apinhada de apontamentos dispersos sobre tudo menos acerca do que havia estabelecido como tema.


O tempo urge, há dias como hoje em que até as lágrimas são cronometradas. Não há tempo para queixume, menina. Explica-te depressa e faz-te à vida, pensaste à hora de almoço e assim foi. O mundo pode ruir numa hora do dia e refazer-se logo a seguir. O tempo não pára, nunca. Nada é tão mau como parece. Nada é tão bom como parece. Ah, sentisses mais a régua e esquadro e poupar-te-ias aos dissabores de tanta ondulação. Freio na ideia, freio no sentimento, menina. Tudo passa: o mau, o bom. Nada é tão importante assim. Tudo passa.


 


Adenda. Afinal foram duas notas e meia.