Zen à custa de um dia inteiro de Chopin, Mozart, Bach ao calhas. É tiro e queda. Nem dou pelos metros de bordado de números, ficheiros, chamadas, emails, mensagens que bordo neste lençol feito vida.
A interromper o segundo almoço da semana por estas bandas: na terça com a B., hoje com a minha mãe, e uns salpicos de treta com o novo colega de gabinete. Nova história de vida, outros percursos. As chamadas habituais do Nuno e os telefonemas e mensagens dos compromissos pessoais.
Sexta-feira ao fim da tarde. Melhor momento da semana, se bem que com aquela sensação que as férias de Verão já foram. Valerá um feriadito solto em Agosto e uma sexta-feira em Setembro para desfazer um enguiço de uma vida por decisão de há duas semanas. Desfazendo esse, outros desenlaçarão. É impressionante com se desenlaça do nada (será lubrificação natural do juízo?) atilhos sem explicação.
E é assim a vida, mais fácil se encarada de frente e se os ventos não forem totalmente desfavoráveis.
Sonho da noite passada: começo com imagem já conhecida e comum de escadas interiores com corredores e inúmeras portas. Desta vez subia lentamente escadas em caracol, quando de repente usei um mecanismo de manivela para facilitar o movimento da subida. Sensação de flutuar ao subir. Não está mal. Uma engenhocas em sonhos, verdadeira vocação perdida.