Esta tarde passei duas horas a desfrutar do Parque Biológico de Gaia. O regresso a um paraíso. Vegetação muito portuguesa, entre outros: carvalhos, castanheiros, pinheiros bravos, medronheiros, sobreiros, loureiros. Uma parte do percurso na companhia do ruído da corrente do pequeno rio Febros, com uma ponte à moda antiga com meia dúzia de pedras/lajes - a fazer recordar o rio Sousa numa quinta doutras paragens. O final do percurso com direito às japoneiras e redodendros dos meus amores (tenho que regressar no Inverno e Primavera). A terra ainda molhada das últimas chuvas coberta de folhas caídas de Outono, matagal baixo e hera que trepa às árvores. As bordas dos caminhos pejadas de fetos, urze e mato rasteiro. O cheiro que daí emana e se mistura no dos eucaliptos e pinheiros. Delícia.
Quanto a bicharada há muito por onde escolher. Cágados, coruja-do-nabal, lontras, garças, peneireiros, ostraceiros, perna-longa, pegas, gralhas (não me respondeu logo, a sacana, deixou-me virar costas e aí sim, gralhou), texugo, furão, gamos (continua a haver muitos gamos), perdiz, cabras, raposa (sempre irrequieta e mal cheirosa), javalis, bois, milhafres, grifo, águias, cegonhas, entre outros.




















