Um dia comprido. E muitos convencidos de guardarem um grande segredo, uma grande sabedoria. As artimanhas do costume. O futuro a devorar o presente com voracidade nunca vista. Todos a manter a pose, como se soubessem o que andam a fazer neste mundo e quanto tempo lhes resta. Uns querem dar lições, como se fizessem a mais pequena ideia do que está em causa. Os mais cheios de si enterram-se nos clichés da literatura e da música. Outros já perderam o pé e não sabem nem querem saber o que se passa no mundo. Alguns recordam ficção a retratar tempos de guerra como aprendizes de heróis.
E todos se perguntam: onde está o inimigo? Terá o mundo perdido o pé?